Imagens captadas durante um sobrevoo, comprovam a existência de uma comunidade indígena isolada, dentro do Território Yanomami, em Roraima. Porém, surge um alerta para esse grupo de indígenas, pois estão a 15 quilômetros de um ponto de garimpo ilegal.
O monitoramento faz parte de uma ação coordenada que envolveu os ministérios dos Povos Indígenas e do Meio Ambiente, a Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai), o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), a Força Nacional e Polícia Federal.
De acordo com a Funai, essa comunidade pertence aos indígenas Moxihatëtëa. Eles ainda não foram contatados, mas são monitorados pela fundação desde 2010.
Os povos isolados são comunidades que, por decisão própria ou por determinadas circunstâncias, vivem em isolamento total ou sem contato significativo com a sociedade em geral. A Funai estima que haja pelo menos outras duas comunidades de indígenas isolados no território Yanomami, mas ainda não há comprovação oficial.
Os especialistas temem que o contato forçado com essas comunidades isoladas provoque a dizimação desses povos, seja por conflitos diretos ou propagação de doenças. Em 2021, dois indígenas da comunidade foram mortos a tiros por garimpeiros.
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