Sequestro-relâmpago de homens que marcam encontros por aplicativos de relacionamento é um crime que está se tornando cada vez mais comum em São Paulo. Só em janeiro, ao menos três casos e uma tentativa frustrada foram registrados na zona norte da capital. Os encontros amorosos são armadilhas para a ação dos bandidos.
Os criminosos criam perfis falsos em sites de namoro com fotos e informações de mulheres atraentes para chamar a atenção das vítimas. Durante a paquera virtual, os sequestradores - os verdadeiros donos do perfil - mostram interesse na conversa, mas disfarçadamente tentam descobrir a condição financeira da vítima. No encontro presencial, os bandidos aparecem e fazem o sequestro-relâmpago. A vítima é forçada a fazer transferências bancárias, via PIX (meio de pagamento instantâneo), pagamentos de boletos, saques e a usar cartões de crédito para compras.
Especialistas afirmam que os casos registrados em janeiro confirmam uma tendência de alta dos últimos três meses. "Percebemos o aumento desses casos dessa natureza pelos registros das ocorrências nos últimos três ou quatro meses. Aumentou bastante", afirma o delegado Ronaldo Sayeg, titular da Divisão de Antissequestro do Departamento de Operações Policiais Estratégicas.
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