O H2Med, corredor de hidrogênio verde que vai unir a Península Ibérica ao centro do continente europeu, acaba de receber um novo parceiro. Neste domingo (22), em reunião com o presidente francês, Emmanuel Macron, o primeiro-ministro alemão, Olaf Scholz, anunciou a entrada de seu país no projeto.
Assim, a Alemanha se une a França, Espanha e Portugal na criação da infraestrutura e se compromete a estender o duto até seu território. A meta é, ao lado de outras fontes de energia renováveis, deixar de depender do gás russo. Após o início da Guerra da Ucrânia, o gás se tornou um ativo político e objeto de chantagem velada de Vladimir Putin sobre a União Europeia e os países que formam a Otan.
No entanto, a operacionalização do corredor está estimada apenas para 2030. Embora em caso de emergência também possa transportar gás natural, o novo duto será inteiramente projetado para a transferência de hidrogênio.
O hidrogênio verde (H2V) é derivado da água, num processo de extração que usa energia elétrica para quebrar a molécula e separar o hidrogênio gasoso do oxigênio. Segundo o Ministério para a Transição Ecológica da Espanha, estima-se que, até 2050, 20% de toda a energia na Europa será hidrogênio renovável.
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