O ministro das Finanças da Alemanha, Lars Klingbeil, afirmou nesta quinta-feira (15) que o apoio de seu país à Ucrânia permanece firme, mas ressaltou que Berlim espera a implementação de reformas políticas por parte do governo de Kyiv. A declaração foi feita em Bangkok, à margem das reuniões anuais do Fundo Monetário Internacional (FMI) e do Banco Mundial. O ministro destacou que, diante de cortes rigorosos no orçamento doméstico alemão, o governo precisa justificar aos cidadãos o envio de assistência financeira internacional.
Klingbeil sinalizou que há margem para melhorias na governança ucraniana, embora tenha enfatizado que não há hesitação na parceria estrutural entre as duas nações. O posicionamento surge em um momento no qual a União Europeia tenta viabilizar novos aportes financeiros, visto que os recursos prometidos pelo bloco para 2027 podem ser insuficientes para cobrir as necessidades do país. A diplomacia alemã informou estar em conversações com parceiros internacionais para coordenar a continuidade dos fluxos de financiamento de longo prazo.
Além da cobrança por reformas, a autoridade alemã manifestou preocupação com o cenário geopolítico global e criticou eventuais tentativas externas de trazer a Rússia de volta às discussões de grandes blocos como o G20. Klingbeil pontuou que conversas com Moscou só são válidas se não ocorrerem às custas da soberania ucraniana ou sem a devida participação do presidente Volodymyr Zelensky e de sua população.
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