Governos europeus vêm alertando que a Rússia poderá estar apta a atacar um país da OTAN em três ou quatro anos, mas afirmam que Moscou já conduz operações de guerra híbrida no continente.
A mais recente denúncia partiu da Alemanha, que convocou o embaixador russo após acusar o Kremlin de realizar um grande ataque cibernético e uma campanha de desinformação durante as eleições gerais alemãs de 2024. Segundo Berlim, há provas de que Moscou tentou influenciar o resultado eleitoral, beneficiando o partido de extrema direita AfD, que obteve sua melhor votação histórica.
As autoridades alemãs atribuíram o ataque a hackers do grupo russo Fancy Bear, ligado ao serviço secreto militar GRU, e apontaram que a campanha de desinformação Storm 1516 espalhou notícias falsas para dividir a sociedade e desacreditar instituições. Berlim afirma atuar com parceiros europeus para aplicar contramedidas e responsabilizar a Rússia. O episódio se soma a uma série de ações atribuídas ao Kremlin, incluindo envio de pacotes explosivos a aeroportos europeus, violações de espaço aéreo por drones e sabotagens a infraestruturas críticas em países como Polônia, Estônia, Dinamarca e Alemanha.
A escalada preocupa governos e serviços de inteligência, que veem a Rússia testando limites e ampliando sua influência. Generais e ministros de Defesa da França e da Alemanha alertam que a Europa deve se preparar para a possibilidade de um ataque militar russo por volta de 2029. O debate já impulsiona políticas de reforço das Forças Armadas e até discussões sobre a retomada do serviço militar obrigatório.
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