O Amazonas registrou 4.496 focos de queimadas entre 1º de janeiro e 16 de setembro de 2026, número 54% maior que os 2.922 registrados no mesmo período de 2025. Diante do aumento, a Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam) voltou a discutir a aplicação da Lei nº 6.987/2024, conhecida como Lei dos Brigadistas, que prevê a ampliação da atuação do Corpo de Bombeiros no interior do Estado com a participação de brigadistas voluntários.
A legislação permite ampliar de 11 para 22 o número de Grupamentos de Combate a Incêndio e Proteção Civil que podem ser implantados no Amazonas. O modelo prevê a capacitação de brigadistas voluntários nos municípios, sob orientação do Corpo de Bombeiros, para atuar na prevenção, no primeiro combate aos incêndios e em ações de proteção civil.
A discussão ocorre em meio ao aumento dos focos e à necessidade de ampliar a capacidade de resposta nos municípios. Entre as medidas defendidas está a elaboração de um diagnóstico dos 62 municípios, considerando a quantidade de focos registrados e a estrutura disponível para o combate às queimadas, como bombeiros, brigadistas, viaturas, embarcações, equipamentos e bases operacionais.
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