Entre os dias 10 e 14 de agosto de 2026, os investidores mais atentos terão a chance de captar pistas sobre os próximos rumos das taxas básicas de juros tanto aqui no Brasil quanto nos Estados Unidos, elementos que mexem sensivelmente com o valuation dos ativos em bolsa de valores. A semana já começa com a divulgação da ata do Copom (Comitê de Política Monetária), documento em que o Banco Central do Brasil justifica os motivos que o levaram a reduzir a taxa Selic de 14,25% ao ano para os atuais 14% ao ano. Pode ser que já haja algum direcionamento nas entrelinhas sobre os próximos ajustes.
Também no próximo dia 11 de agosto (terça-feira), o mercado tomará ciência da inflação oficial acumulada durante o mês de julho, com a publicação do IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo). Economistas projetam uma leve variação de +0,16%, trazendo o indicador para +4,64% no acumulado dos últimos 12 meses. De toda forma, as expectativas de inflação no Brasil seguem bem acima da meta estabelecida de 3% ao ano, conforme o CMN (Conselho Monetário Nacional).
Embora uma taxa básica de juros elevada seja prejudicial para a economia real e os investimentos em renda variável na bolsa de valores, o Banco Central tem o desafio de reduzir ainda mais o IPCA, pelo menos dentro do teto da meta em 4% ao ano. A situação econômica nos Estados Unidos também não anda nada confortável e no próximo dia 12 de agosto (quarta-feira) teremos a divulgação do Índice de Preços ao Consumidor (CPI, na sigla em inglês) também referente a julho.
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