A Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos EUA (NOAA) aumentou de 4^circtext{C} para 5^circtext{C} a escala máxima do gráfico do modelo climático CFSv2. A mudança ocorreu no domingo (5.jul.2026) após algumas simulações de temperatura da superfície do mar no Pacífico Equatorial ultrapassarem o limite anterior. Essa é a terceira ampliação recente, já que o teto era de 3^circtext{C} em abril e havia subido para 4^circtext{C} em maio.
Apesar do ajuste técnico, a NOAA ressalta que a alteração não representa uma projeção oficial de um El Niño com anomalias superiores a 4^circtext{C}. O CFSv2 é apenas uma das ferramentas utilizadas no monitoramento. Seus dados brutos não devem ser analisados de forma isolada, sendo avaliados em conjunto com outros sistemas pelo Centro de Previsão Climática (CPC) antes da divulgação das estimativas sazonais.
Historicamente, eventos muito fortes do fenômeno registram anomalias no índice Niño 3.4 acima de 2^circtext{C}, como os episódios de 1982-83, 1997-98 e 2015-16, que atingiram cerca de 2,5^circtext{C}. Atualmente, embora existam cenários extremos isolados, o consenso dos principais modelos climáticos aponta para um El Niño muito forte acima de 2^circtext{C}, com versões corrigidas do próprio CFSv2 sugerindo um pico próximo de 3^circtext{C}.
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