Imagine um cenário em 2050 onde há mais plástico do que peixes nos oceanos. Essa é a previsão alarmante caso a quantidade de lixo plástico continue a aumentar no ritmo atual. O levantamento foi divulgado no Fórum Econômico Mundial de Davos (WEF), em um estudo da fundação da navegadora Ellen MacArthur e da consultoria McKinsey.
A produção global de plástico cresce mais do que a de qualquer outro material, tendo quadruplicado nos últimos 30 anos e com expectativa de dobrar até 2060. Atualmente, são descartadas 450 milhões de toneladas de plástico anualmente.
Quase 40% desses resíduos acabam em lixões ou na natureza, enquanto apenas 9% do plástico descartado é reciclado. O restante é incinerado, enterrado ou disperso no ambiente, gerando poluentes químicos que contaminam o ar, o solo e a água, além de produzirem gases de efeito estufa que contribuem para a crise climática. Microplásticos, pequenos fragmentos de plástico, já foram encontrados em sangue, leite e até no cérebro humano.
A questão da poluição plástica também entrou na pauta da Organização das Nações Unidas, que prevê um Tratado Global de Combate à Poluição Plástica ainda este ano, apesar das resistências de países produtores de petróleo. Esse cenário envolve complexas questões técnicas, como as diversas propriedades e aditivos dos diferentes tipos de plástico, que influenciam diretamente nas nossas escolhas e práticas cotidianas.
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