Monday, 08 de June de 2026
24/05/2022   10:56h - Curiosidades

Afinal por que não se pode fotografar na capela sistina

Quando se resolveu fazer uma restauração na Capela Sistina, no fim da década de 1970, as autoridades do Vaticano buscaram um apoiador que financiasse o projeto. Quem venceu esta espécie de licitação foi a Nippon Television Network Corporation of Japan, uma emissora de TV japonesa, que deu uma oferta de US$ 3 milhões (depois atualizada para US$ 4,2 milhões), superando entidades americanas e europeias.

 

A contrapartida à reforma foi que a Nippon TV recebeu os direitos exclusivos para fazer a fotografia e os vídeos da capela, bem como o registro de todo o processo de restauração, que foi feito pelo fotógrafo Takashi Okamura e durou cerca de 20 anos.

 

Por conta deste acordo, a Nippon conseguiu produzir vários documentários e livros com as imagens exclusivas da restauração. Mas a proibição sobre o registro da Capela continua em vigor, mesmo depois de tantos anos da execução do projeto.

 

Há uma espécie de polêmica em torno do acordo com a Nippon. O jornal The New York Times revelou, em 1990, que o acordo de exclusividade do governo do Vaticano com a Nippon só durava até 3 anos após o fim da reforma. Isso significava, por exemplo, que fotos dos afrescos "Juízo Final", de Michelangelo, já estavam liberados para registros a partir de 1997, pois a etapa de restauração que os envolvia terminou em 1994.

 

No entanto, para se justificar, a Nippon afirma que a restrição sobre as fotos se aplica a profissionais, e não a turistas comuns, que podem registrar a belíssima obra de Michelangelo, desde que não usem flash. Bem, aparentemente ainda é proibido tirar fotos lá dentro, mas os visitantes relatam que essa regra não costuma ser muito obedecida.

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