A busca pelo aprendizado do inglês não possui uma idade limite, pois crianças e adultos aprendem idiomas por caminhos cognitivos completamente diferentes. Enquanto os mais jovens levam vantagem no desenvolvimento de uma pronúncia e entonação mais próximas de um falante nativo, os adultos demonstram maior facilidade e rapidez para assimilar regras gramaticais, vocabulário e estruturas complexas da língua.
Essa diferença no aprendizado é explicada pela Hipótese do Período Crítico, do linguista Eric Lenneberg, que aponta uma maior plasticidade cerebral na infância para a absorção natural dos sons. Após a adolescência, a capacidade de alcançar a fluência permanece intacta, mas passa a exigir maior grau de dedicação, prática intencional e exposição contínua ao idioma.
Por outro lado, especialistas desmistificam a ideia popular de que crianças aprendem pronúncias com mais facilidade por terem “cordas vocais em formação”. As pregas vocais estão presentes desde o nascimento e passam por transformações até a puberdade, de modo que o fator determinante para a fluência é a neuroplasticidade do cérebro, e não a anatomia vocal.
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