O ataque hacker à corretora de criptomoedas Bybit abalou o setor na sexta-feira (21), após quase US$ 1,5 bilhão serem drenados dos cofres da plataforma – o maior valor da história já roubado em ativos digitais. O incidente levantou preocupações entre investidores sobre a segurança das criptomoedas e o possível impacto no mercado. Mas, esse receio ainda não se traduziu nos preços.
Nas últimas 24 horas, Bitcoin (BTC) caiu 3,5% e Ethereum (ETH), principal alvo do hacker, recuou 4%, números que, embora representativos, não são considerados extremos para o mercado cripto. Para efeito de comparação, o S&P 500 recua 1,7% no dia, indicando que ativos de risco, em geral, enfrentam um dia de baixa.
Um ataque dessa magnitude também coloca em xeque a confiança dos investidores na segurança das exchanges centralizadas e no armazenamento de criptomoedas. Companhias do setor ainda esperam mais detalhes sobre o ataque para entender possíveis reverberações, mas a impressão inicial é de que o episódio não deve causar uma percepção generalizada de maior risco por parte dos usuários.
“Desde o colapso da FTX, no final de 2022, o mercado aprendeu muito. Na época, se perguntássemos a alguém o que aconteceria com os preços dos ativos caso a FTX desaparecesse do dia para a noite, a maioria responderia que haveria uma queda muito significativa. No entanto, não foi isso que aconteceu. O mercado compreendeu a diferença entre os intermediários e os próprios ativos”, conta Fabricio Tota, diretor de novos negócios do MB.
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