Diversas crateras já foram localizadas na Sibéria. Os cientistas sabem que estas são áreas do permafrost que incham à medida que os fluidos, especialmente o metano, se acumulam abaixo da superfície. No entanto, uma nova descoberta pode ajudar a compreender melhor os fenômenos que acontecem na região. Água e gás se movem continuamente abaixo da superfície. Pesquisadores descobriram que o gás natural que se move entre o leito rochoso e o permafrost leva ao derretimento por baixo.
Esse processo cria bolsões onde os fluidos podem se acumular, mas não ficam completamente isolados do gás abaixo ou da superfície. Os espaços crescem à medida que mais gás flui para eles, levando a mais derretimento e aumento da pressão, o que faz com que o solo inche. Os cientistas ainda não sabem exatamente como o gás se acumula para formar os montes de gelo. No entanto, já descobriram que eles podem se explodir e foram enormes crateras no permafrost. A Yamal, que mede cerca de 20 metros de largura e 50 metros de profundidade, é um exemplo disso.
Os cientistas afirmam que, com o aumento das temperaturas causado pelas mudanças climáticas, os dois sistemas podem apresentar um maior risco. Isso porque a superfície fica cada vez mais frágil com o aumento do processo de degelo. Em algum momento, o permafrost se torna tão fino que não consegue mais suportar a pressão de bolsões de gás abaixo, o que pode desencadear explosões.
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