O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou ter firmado um acordo com o líder russo, Vladimir Putin, para ampliar o fornecimento de diesel da Rússia ao mercado global. A medida, divulgada na última sexta-feira (9 de outubro), prevê o envio imediato de 300 mil toneladas do combustível, além de outras 500 mil toneladas programadas para novembro. Hawkings e estrategistas políticos apontam que a iniciativa do governo americano busca conter custos de energia e reduzir custo de vida antes da realização das Eleições de Meio de Mandato nos EUA.
O anúncio provocou forte indignação do governo da Ucrânia, cujo presidente, Volodymyr Zelensky, classificou a iniciativa como “uma decisão fraca de parceiros fortes”. As autoridades ucranianas argumentam que a flexibilização das restrições energéticas injetará receitas nos cofres de Moscou, servindo como uma importante fonte de financiamento para a ofensiva militar russa em território ucraniano. O descontentamento em Kiev foi agravado pelo fato de o anúncio ter coincidido com o início de negociações oficiais de uma delegação de alto nível da Ucrânia com representantes da equipe americana na Flórida.
Consultorias de risco e ex-membros do Departamento de Estado americano destacam que o volume prometido equivale a cerca de um dia e meio de consumo nos Estados Unidos, representando um impacto limitado de 5% a 6% na oferta global até o final do ano. Além disso, há dúvidas se a Rússia conseguirá cumprir o acordo, uma vez que o país havia proibido suas próprias exportações de diesel em julho para conter a escassez provocada por ataques ucranianos a refinarias russas.
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