Esta semana foi bastante positiva para a Hapvida (HAPV3). As ações dispararam 24,5% no acumulado dos cinco dias, diante de notícias que indicam que a diretoria está revendo a rota da empresa.
Entretanto, essa euforia não chegou nos títulos de dívida da empresa. As debêntures HAPV15, HAPV19 e HAPV20, indexadas ao CDI, fecharam ligeiramente o prêmio de risco em comparação com a abertura registrada desde fevereiro.
Na prática, isso indica que os credores (detentores das debêntures) de Hapvida estão mais desconfiados com o futuro da empresa do que os acionistas. E isso se explica pela diferença na natureza dos investimentos: ações versus debêntures.
Os resultados operacionais ou financeiros de uma companhia tendem a afetar rapidamente o preço das ações, uma vez que impactam o lucro e, consequentemente, o retorno aos acionistas.
Já os títulos de renda fixa costumam ser mais influenciados pela saúde financeira da empresa. Isto é, sua capacidade de honrar as dívidas, independentemente dos resultados de curto prazo. Como os credores têm prioridade de pagamento em relação aos acionistas, para a renda fixa sofrer na precificação, a situação da empresa precisa estar razoavelmente deteriorada.
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