Após enfrentar um período difícil, o Grupo Casas Bahia registrou um lucro de R$ 37 milhões no segundo trimestre deste ano, uma reviravolta significativa em comparação ao prejuízo de R$ 492 milhões no mesmo período do ano passado. O resultado positivo impulsionou as ações da empresa, que avançaram 24,36%, fechando cotadas a R$ 5,31.
O desempenho foi favorecido pela renegociação de uma dívida de R$ 4,1 bilhões, como parte do processo de recuperação extrajudicial anunciado em abril, com o apoio dos principais credores, Bradesco e Banco do Brasil. Essa renegociação ajudou a restaurar a confiança dos investidores e deu um impulso aos ativos da empresa na bolsa.
Apesar da melhora, as receitas no trimestre somaram R$ 6,5 bilhões, uma queda de 13,5% em relação ao mesmo período do ano anterior. O lucro antes dos juros, depreciação e amortização (Ebitda) ajustado foi de R$ 452 milhões, representando um recuo anual de 3,5%.
Apesar do retorno ao lucro, especialistas recomendam cautela. A ação da Casas Bahia acumula uma queda de 55% no ano, refletindo as incertezas que ainda cercam o futuro da empresa.
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