As bolsas asiáticas seguiram a tendência negativa global após dados de emprego dos Estados Unidos aumentarem as incertezas sobre a trajetória dos juros. Apesar da forte criação de vagas em setembro, o aumento do desemprego e revisões para baixo em meses anteriores deixaram o cenário ambíguo para o Federal Reserve. O pessimismo voltou a dominar os mercados, que se desfizeram de ativos de risco mesmo após os bons resultados da Nvidia, levando o MSCI Ásia-Pacífico a cair 1,8% e acumular perda semanal de 3%, com quedas também no Japão, Coreia do Sul, Taiwan, China e Hong Kong.
Os rendimentos dos Treasuries recuaram e a probabilidade de um corte de juros nos EUA em dezembro avançou para 40%, mas investidores continuam cautelosos, já que novos dados de emprego só serão divulgados após a próxima reunião do Fed. Autoridades da instituição reforçaram a preocupação com a inflação e com possíveis quedas acentuadas nos preços de ativos. No câmbio, o dólar ganhou força frente a moedas de países exportadores de commodities, atingindo máximas recentes sobre o dólar australiano e neozelandês, enquanto o iene oscilou diante de sinais de possível intervenção do governo japonês.
Em outros mercados, o petróleo ampliou a queda, com o WTI recuando 1% para US$ 58,38 em meio à pressão dos EUA para que a Ucrânia avance em um acordo de paz com a Rússia. O ouro também operou em baixa, caindo 0,2% e sendo negociado a US$ 4.069 por onça.
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