A busca por métodos sustentáveis para reciclar metais de baterias acaba de ganhar um aliado inusitado vindo diretamente das vinícolas. Pesquisadores descobriram que o ácido tartárico, presente nas uvas, é a peça que faltava para separar componentes valiosos de forma simples e ecológica. Essa inovação promete reduzir drasticamente o impacto ambiental da produção de veículos elétricos e eletrônicos.
De acordo com um estudo publicado na Science Advances, o uso de ácidos orgânicos naturais substitui reagentes químicos agressivos no processo de lixiviação. Essa técnica permite que metais como lítio e cobalto sejam extraídos de baterias usadas com alta pureza e menor gasto energético do que os métodos industriais convencionais.
O processo químico envolve a quelação, onde o ácido tartárico “agarra” as moléculas metálicas de forma seletiva, permitindo sua separação do restante do resíduo sólido da bateria. Abaixo, detalhamos o fluxo operacional desse novo sistema de recuperação de materiais preciosos para a tecnologia moderna.
Atualmente, a reciclagem de baterias de íon-lítio depende de processos pirometalúrgicos que exigem temperaturas extremamente elevadas, o que consome muita energia. Além do custo operacional proibitivo para muitas empresas, esse método libera gases poluentes na atmosfera, diminuindo o benefício ambiental do uso de eletrônicos.
Copyright © 2021-2026. Onjornal - Todos os direitos reservados.