Foi em 1936 que o professor, historiador, escritor e ministro presbiteriano Dr. Thornwell Jacobs, então presidente da Universidade Oglethorpe (Georgia, EUA) teve a ideia de criar uma cápsula do tempo. O conceito surgiu para ele depois que ficou chocado com a escassez de informações sobre civilizações antigas, chegando à conclusão de que pessoas no futuro, talvez, também se deparassem com o mesmo problema.
Para isso, então, ele decidiu construir o que chamou de “Cripta da Civilização”, com a ajuda de Thomas Kimwood Peters (especialista em microfilme), cujo objetivo seria armazenar um registro abrangente de toda a humanidade daquela época. Jacobs desceu até o porão do Phoebe Hearst Hall, na universidade em que era presidente, e montou sua cripta atrás de uma porta de aço inoxidável em uma sala impermeabilizada com 6 metros de largura, 3 metros de altura e 3 metros de profundidade.
Entre 1937 e 1940, homens e mulheres colocaram lá todo o tipo de artefato, outrora modernos, ao lado de 640 mil páginas de livros microfilmados. A cripta só deve ser aberta daqui a 6.107 anos, ou seja, em 8113.
A cripta de Jacos incluiu tudo o que, do ponto de vista apenas dele, pensava ser significativo nas artes, ciência, comércio e indústria. Com somente uma boneca negra em meio aos artefatos que deveriam definir a história, a tumba não contém nada sobre os afro-americanos no país. “Você não pensaria que os negros existiram”, disse Paul Hudson, um professor de História da Perimeter College, responsável por redescobrir a cripta em 1970. “Teria sido uma história mais surpreendente se não fosse assim”, pontuou ele.
Ainda é incerto o futuro da cripta, dado que a Universidade Oglethorpe não tem nenhuma obrigação legal em mantê-la. A instituição, inclusive, renega a história de sua fundação, bem como o legado controverso do próprio Jacobs.
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