Em uma descoberta digna de filme de terror, cientistas da Universidade do Havaí identificaram uma nova espécie de lagarta com comportamento inédito e macabro: depois de devorar insetos, ela usa partes dos corpos das presas para construir uma armadura protetora. A criatura, batizada informalmente de “colecionadora de ossos”, é a larva de uma mariposa do gênero Hyposmocoma, grupo exclusivo do Havaí, e foi encontrada apenas em uma montanha da ilha de Oahu.
Ao contrário das mais de 200 mil espécies de lagartas que se alimentam de plantas, essa raridade faz parte dos 0,1% de carnívoras e apresenta uma adaptação impressionante: vive dentro de teias de aranha, onde se alimenta das presas capturadas pelos aracnídeos sem ser percebida. Para não virar refeição, ela constrói um casulo de seda reforçado com partes de corpos de insetos mortos — uma camuflagem macabra que confunde a aranha hospedeira.
Além do comportamento predatório, os pesquisadores também observaram casos de canibalismo, o que torna essa lagarta ainda mais singular (e assustadora). No entanto, apesar da aparência sinistra, o inseto é extremamente vulnerável. Restrita a um único habitat, a “colecionadora de ossos” está criticamente ameaçada de extinção, sendo mais uma peça rara e fascinante no quebra-cabeça da biodiversidade havaiana.
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