No início da década de 2000, dois britânicos decidiram testar a hipótese de que aparições de fantasmas eram causadas por infrassons ou influência do campo magnético da Terra no cérebro das pessoas. Para isso, o então professor de psicologia da Universidade de Goldsmith, Chris French, e seu amigo Usman Haque, artista e arquiteto, construíram uma “câmara assombrada”. Era uma sala branca vazia na casa da mãe de Haque, no norte de Londres. Ela continha equipamentos ocultos para produzir campos eletromagnéticos e infrassom. Para testar suas hipóteses, a dupla recrutou 79 voluntários para visitar a sala, alertando-os que poderiam sentir algumas “experiências anômalas”.
A princípio, a “câmara assombrada” funcionou, até que um fato assustador aconteceu no experimento: os participantes estavam sentindo experiências de terror e medo, mesmo com os dispositivos desligados. Ou seja, embora os pesquisadores torcessem para que a sala explicasse fisicamente as assombrações, parece que, se você disser a algumas pessoas que poderão ter experiências estranhas no local, as mais sugestionáveis terão, explicou French.
Apesar de continuar tentando explicar experiências paranormais por meio de fenômenos concretos, French diz não acreditar que se possa colocar tudo na conta do mofo, do infrassom, do monóxido de carbono e flutuações eletromagnéticas. Para ele, as influências externas são na verdade responsáveis por um número bem menor de casos fantasmagóricos, se é que existem de fato. Para o especialista em psicologia das crenças, as explicações mais prováveis são alguns distúrbios e transtornos, como paralisia do sono, falsas memórias e até mesmos alucinações que “são muito mais comuns entre a população não clínica do que geralmente se considera”, alerta French.
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