Quando esses animais detectam qualquer tipo de corpo estranho em seu interior, eles aplicam uma dieta alimentar baseada em tanino — substância oxidante existente em sementes, cascas e caules de frutos verdes que é responsável por reforçar as paredes arteriais, prevenir entupimento das veias, reduzir o colesterol ruim e retardar o desgaste celular.
Assim como os orangotangos, os chimpanzés são capazes de se automedicar para aliviar as próprias doenças. Na África, eles têm hábitos semelhantes aos residentes locais e se alimentam tanto da medula de caules quanto de talos para controlar infecções causadas por nematelmintos — vermes que estimulam o desenvolvimento de enterobiose, amarelão, ascaridose e outros quadros clínicos.
Para combater o parasita Ophryocystis elektroscirrha, que se aloja no intestino e acelera a morte, as borboletas-monarcas se alimentam de ervas daninhas com produtos químicos eficazes na manutenção da saúde. Assim, além de interromper o desenvolvimento do verme, as borboletas conseguem sobreviver por mais tempo e estender seu curto ciclo de vida ao aumentar sua adaptabilidade.
Apesar do tamanho pequeno, a lagarta wollybear (Pyrrharctia isabella) detém um instinto de sobrevivência aguçado e é capaz de identificar no meio ambiente os alimentos exatos para sua sobrevivência, especialmente quando há riscos de saúde. Ao ser perturbado por moscas Tachinidae, que depositam seus ovos em um hospedeiro e podem levá-lo à morte após o nascimento da larva, o inseto P. isabella colhe plantas que contêm toxinas antiparasitismo e se alimenta delas.
Além de viverem em comunidade e integrar um sistema em que todos se ajudam e colaboram para o bem-estar coletivo, as formigas-da-madeira, infestam seus ninhos com uma resina conífera, afastando parasitas e outros microrganismos prejudiciais. Dessa forma, todas praticamente se imunizam em um plano de saúde inteligente, apresentando menos propensão a qualquer tipo de infeção.
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