O Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA) realizou, nesta quarta-feira (17/06), em Brasília, a cerimônia de entrega da 2ª edição do Prêmio Guardiãs da Sociobiodiversidade. Ao todo, 50 organizações de povos indígenas, comunidades quilombolas, extrativistas e agricultores familiares foram contempladas pelo seu papel na proteção e uso sustentável dos conhecimentos tradicionais associados à biodiversidade brasileira. A iniciativa visa valorizar o trabalho dessas comunidades na conservação ambiental e no combate à crise climática.
Nesta edição, a premiação distribuiu um montante total de R$ 2,5 milhões, destinando o valor de R$ 50 mil para cada uma das entidades vencedoras. Os recursos financeiros são provenientes do Fundo Nacional para a Repartição de Benefícios (FNRB), que capta valores da exploração económica de produtos derivados do património genético ou de saberes tradicionais. O fundo reinveste esses ativos diretamente nos territórios das comunidades guardiãs, promovendo a autonomia e o fortalecimento socioeconómico local.
O evento consolida a política de repartição de benefícios no país, assegurando justiça social e ambiental para os povos que mantêm a floresta em pé. Representantes dos povos tradicionais destacaram que o acesso a esses recursos gera impactos práticos e tangíveis no cotidiano das comunidades. A organização do prêmio ressaltou que o reconhecimento serve de estímulo para que novos coletivos sociais estruturem suas próprias práticas e políticas de gestão territorial e ambiental.
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