O Instituto Mamirauá promoveu a 17ª edição do Encontro de Manejadores e Manejadoras de Pirarucu em sua sede, em Tefé (AM), reunindo cerca de 160 comunitários, pesquisadores e representantes de órgãos ambientais. O evento serviu para debater o impacto das mudanças climáticas no setor, definir estratégias de proteção aos territórios e entregar as autorizações oficiais de pesca expedidas pelo Ibama. Para a temporada de 2026, prevê-se uma redução calculada no volume de captura para valorizar o produto e melhorar as margens de negociação no mercado.
Entre as principais inovações apresentadas no encontro, destaca-se um novo sistema digital para o registro de infrações e ocorrências ambientais. Desenvolvida para rodar em smartphones, a ferramenta permite que os próprios manejadores enviem dados geográficos e fotografias quase em tempo real durante a vigilância dos lagos. O avanço busca agilizar a atuação de órgãos como o Ministério Público, Ibama e Secretarias de Meio Ambiente no combate às invasões e à pesca ilegal.
Com mais de duas décadas de atuação no manejo participativo do pirarucu (Arapaima gigas), o Instituto Mamirauá beneficia atualmente mais de 200 comunidades ao longo do Médio e Alto Solimões. O modelo integra conhecimento científico e saberes tradicionais, promovendo a conservação da espécie, a geração de renda e a segurança alimentar de milhares de famílias em municípios como Uarini, Maraã, Fonte Boa e Jutaí.
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