Tuesday, 09 de June de 2026
17/12/2022   10:57h - Polí­tica

16 dezembro 1976: 46 anos da Chacina na Lapa- SP, onde se reunia os membros do PCdoB

Uma fuzilaria sem trégua. Assim começou o amanhecer do dia 16 de dezembro de 1976, na cidade de São Paulo.  Na casa número 767 localizada na Rua Pio XI, bairro da Lapa, utilizada por membros do Partido Comunista do Brasil (PCdoB) para reuniões clandestinas.  O Comitê Central estava reunido no local para realizar um balanço político da recém-derrotada Guerrilha do Araguaia, movimento de resistência armada organizado pelo partido no sul do Pará.


Na madrugada do dia 16, após o fim da reunião, a residência foi cercada e metralhada pela polícia. Os militantes que já haviam deixado o local foram sucessivamente presos e encaminhados ao DOI-Codi/SP. Dois dos dirigentes que ainda se encontravam na casa no momento da invasão, Ângelo Arroyo e Pedro Pomar, morreram na hora, sem qualquer direito de defesa. Entre os militantes presos, João Batista Drummond foi morto sob torturas.


O episódio ficou conhecido como o Massacre da Lapa. Anos mais tarde, a construção original foi demolida, dando lugar a uma clínica médica que lá funciona até os dias de hoje.

A história do Partido Comunista no Brasil A tentativa derradeira da ditadura de destruir o PCdoB foi brutal, mas falhou. Às vésperas dos 46 anos da Chacina da Lapa, o Presidente Jair Bolsonaro tenta apagar a memória histórica extinguindo a Comissão de Mortos e Desaparecidos. Apenas dois dias antes deste aniversário trágico de 46 anos, no apagar das luzes do governo de Jair Bolsonaro (PL), a Comissão Especial de Mortos e Desaparecidos Políticos (CEMDP), que investiga crimes cometidos pelo Estado durante a Ditadura Militar foi extinta. 

Copyright © 2021-2026. Onjornal - Todos os direitos reservados.