O consumo de alimentos, energia e transporte do 1% mais rico do Brasil -aqueles com renda média mensal de R$ 20 mil ou superior- emite sete vezes mais GEE (gases do efeito estufa) que o dos 10% mais pobres, cuja renda não chega a R$ 200, segundo estudo publicado nesta semana.
A nota de política econômica do Made (Centro de Pesquisa em Macroeconomia das Desigualdades), instituto da USP, mostra que o país segue a tendência global segunda a qual os mais ricos apresentam uma maior pegada de carbono, cálculo de quanto o consumo de cada pessoa gera em emissão de GEE.
Os GEE são os gases responsáveis pelo aquecimento global e, consequentemente, pela mudança climática. Os principais são carbono, metano e óxido nitroso.
Conforme pesquisa da Oxfam Internacional, os 10% mais ricos do mundo são responsáveis por 50% das emissões de carbono na atmosfera, a classe média (40% da população), por 43%, e os mais pobres (50% do total de habitantes), por apenas 8%.
No Brasil, o consumo dos 10% mais ricos emite mais do que a soma das emissões dos 35% mais pobres, segundo o estudo do Made. A diferença da pegada de carbono entre as classes é menor que a mundial, porém, devido à estrutura produtiva do país.
Copyright © 2021-2026. Onjornal - Todos os direitos reservados.