quinta, 23 de abril de 2026
19/03/2023   08:38h - Fama & Estilo

"Vamos parar ou virar cover de si mesmo?", diz Samuel Rosa sobre fim do Skank

 Em algum momento entre 1993 e 1994, anos em que o Skank lançou seus primeiro e segundo disco, o vocalista Samuel Rosa estava jogando uma partida de futebol no Paraná quando sentiu que estar numa banda poderia ser uma carreira. "Lembro de comentar: 'Essa brincadeira está ficando gostosa, né? Imagina se a gente durar uns dez anos?'", ele diz.


Neste fim de semana, o Skank passa por São Paulo com sua turnê de despedida, que já reuniu mais de meio milhão de pessoas de norte a sul do país. É o fim de uma trajetória de mais de 30 anos de um dos grupo mais bem-sucedidos da música nacional, com uma lista de sucessos tão extensa quanto seu tempo em atividade, e um dos nomes fundamentais no processo de abrasileiramento do rock nos anos 1990.


A decisão de parar, diz Rosa, serve para libertar os integrantes de uma agenda até hoje bastante cheia, mas também -e paradoxalmente- para proteger o legado do Skank. "Vamos acabar, parar a banda, dar um tempo e encontrar mais tarde ou seguir passando pelo 'constrangimento' de -acho que é um pouco exagerado, mas- virar mero cover de si mesmo?"


Para o vocalista, o auge criativo do Skank ficou no passado -ainda que ele tenha durado bastante. É difícil imaginar um artista, solo ou em conjunto, que tenha emplacado sucessos ao longo de tanto tempo -de "Te Ver", de 1994, a "Esquecimento", de 2014, passando por "Vou Deixar", de 2004, a banda nunca deixou de ter um single em alta rotação no rádio e nos shows.

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