A sigla União Brasil, que tem a terceira maior bancada da Câmara dos Deputados, enfrenta hoje uma crise interna na cúpula nacional que provocou a abertura de processo de afastamento cautelar do presidente da sigla, o deputado federal Luciano Bivar (PE), na última quarta (13). Após movimentos internos de oposição, Bivar é alvo agora de uma representação que pede também a sua expulsão acompanhada de uma desfiliação. A reunião que decidiu pela abertura do processo contou com 17 votos favoráveis ao afastamento e 15 abstenções, sem manifestações de apoio, placar que ajuda a ilustrar o alcance da impopularidade de Bivar entre os pares.
O presidente tem agora 72 horas para apresentar defesa após ser notificado e, com o esgotamento do prazo e os demais trâmites formalmente previstos, poderá ser expulso do partido, se essa for a decisão final da executiva. O caldo da crise interna do União Brasil envolve incêndios criminosos em Pernambuco, denúncias de ameaças, insatisfações em torno da atuação de Bivar no comando do partido e o controle da presidência nacional da sigla, que nas últimas semanas elegeu o advogado e empresário Antônio Rueda, vice-presidente de Bivar na agremiação, para sucedê-lo no cargo. A troca formal no posto ocorrerá somente em junho, mas o agravamento dos distúrbios internos pode antecipar a mudança.
Durante a reunião da executiva nacional que decidiu pela instauração do processo interno contra Bivar, Elmar Nascimento disse que o cacique “perdeu todas as condições de estar no partido”. “Bivar vai ser retirado para que a gente viva em paz”, acrescentou Nascimento, nome forte do campo da direita e um dos principais candidatos à sucessão de Arthur Lira (PP-AL) na presidência da Câmara a partir de 2025. A declaração de Elmar se soma a outros acenos de personagens do partido nos últimos dias e semanas.
Fonte: Executiva Nacional do União Brasil
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