O UFAM que Acredita é um movimento coletivo que nasceu da indignação com a ausência e a fragilidade do atual Diretório Central dos Estudantes (DCE) da Universidade Federal do Amazonas (UFAM). O DCE é a entidade máxima de representação estudantil da universidade, responsável por defender os interesses dos discentes, dialogar com a reitoria e articular melhorias para a vida acadêmica. Porém, nos últimos anos, de acordo com o movimento, muitos estudantes sentiram que o DCE se afastou da base, deixando de ser um espaço atuante e representativo.
Essa inquietação se somou ao cenário das eleições para a reitoria em 2025, quando o movimento, viu a comunidade acadêmica mobilizada, ativa e cheia de energia política. Não era desejo dos estudantes, que o interesse se perdesse depois do processo eleitoral, com isso, decidiram criar um movimento estudantil para resgatar a representatividade e devolver ao DCE o protagonismo que acreditam que deve ter.
O ON Jornal entrevistou o presidente do grupo, Tércio Corrêa, que explicou o diferencial do movimento, ações em prol dos estudantes e metas para o futuro. Confira.
ON Jornal - O que motivou a criação do movimento UFAM que Acredita e de que forma vocês pretendem resgatar a representatividade que o DCE perdeu nos últimos anos?
Tércio Corrêa – O movimento surgiu da indignação com a ausência do DCE no dia a dia dos estudantes. Depois das eleições para reitoria em 2025, vimos uma comunidade acadêmica mobilizada e não queríamos perder esse momento. Nosso objetivo é resgatar a representatividade com presença real nos campi, diálogo aberto e ações concretas que atendam às demandas dos estudantes.
ON Jornal - Como vocês avaliam o impacto das rodas de conversa, debates e atividades culturais e esportivas já promovidas pelo movimento?
Tércio Corrêa – Essas ações mostraram que quando o estudante tem espaço de escuta e convivência, ele participa. A roda de conversa com o deputado Amom Mandel e o apoio do vereador Janjão para os campeonatos fortaleceram o vínculo da comunidade. O impacto foi positivo porque devolveu à UFAM a sensação de movimento vivo, inclusivo e agregador.
ON Jornal - O movimento tem contado com apoio de lideranças políticas locais. Como garantir que essa parceria fortaleça a autonomia estudantil e não gere dependência externa?
Tércio Corrêa – Nós buscamos parcerias pontuais, de estrutura e apoio, sem abrir mão da autonomia. O DCE deve ser independente e crítico, mas pode dialogar com todos que tenham compromisso com a educação. O importante é que o protagonismo sempre seja dos estudantes.
ON Jornal - Quais são as principais propostas e prioridades que o ‘UFAM que Acredita’ pretende defender caso conquiste a direção do DCE em 2025?
Tércio Corrêa – Nossas prioridades são: assistência estudantil mais acessível, melhorias no transporte e moradia, fortalecimento dos campi do interior, incentivo à cultura, esporte e pesquisa, além de abrir o DCE para a comunidade acadêmica como espaço democrático de convivência e mobilização.
ON Jornal - De que maneira o movimento busca incluir e dar voz aos diferentes segmentos da comunidade acadêmica, como centros acadêmicos, atléticas e estudantes independentes?
Tércio Corrêa – Criamos núcleos de diálogo com CAs, atléticas e grupos independentes, ouvindo suas demandas e construindo propostas em conjunto. Queremos que cada segmento tenha espaço para pautar suas prioridades e que o DCE seja um articulador, não um substituto das iniciativas já existentes.
ON Jornal - O UFAM que Acredita fala em construir um movimento sólido, participativo e democrático. Quais mecanismos concretos vocês planejam adotar para garantir essa participação ampla e contínua dos estudantes?
Tércio Corrêa – Vamos adotar assembleias periódicas nos campi, conselhos consultivos com representantes de cursos e atléticas, canais digitais de escuta e prestação de contas, além de projetos itinerantes pelo interior. Dessa forma, a participação não será só em época de eleição, mas uma prática contínua.
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