A chamada “taxa das blusinhas” se transformou em uma das pautas de maior interesse político no Congresso às vésperas das eleições de 2026. Criado em 2024, o imposto de 20% sobre compras internacionais de até US$ 50 passou a ser alvo de críticas de consumidores e também se tornou um ponto de desgaste para o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Em maio deste ano, Lula editou uma medida provisória que zerou o imposto, mas a mudança precisava ser aprovada pelo Congresso para se tornar permanente.
A medida ganhou força no período pré-eleitoral por atingir diretamente consumidores que fazem compras em plataformas internacionais. Lula passou a defender publicamente a aprovação da proposta e classificou o fim da cobrança como uma questão de justiça. O governo também busca associar a medida à redução da carga tributária para consumidores, enquanto a oposição critica a política e setores da indústria e do varejo alertam para possíveis impactos sobre a produção nacional e o emprego.
Na quinta-feira (3), a Câmara dos Deputados aprovou a medida provisória que mantém zerado o Imposto de Importação para compras internacionais de até US$ 50. O texto segue agora para o Senado e precisa ser aprovado até 8 de setembro para não perder a validade. Apesar do fim da cobrança federal, as compras continuam sujeitas ao ICMS, imposto estadual. A aprovação é considerada uma vitória política para o governo Lula em um momento decisivo da corrida eleitoral.
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