O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, declarou-se inocente das acusações de narcoterrorismo e tráfico internacional de drogas durante audiência de custódia realizada ontem (5), no Tribunal Federal de Manhattan, em Nova York. Perante o juiz Alvin Hellerstein, Maduro qualificou-se como um "prisioneiro de guerra" e afirmou ter sido sequestrado por militares norte-americanos, reiterando que ainda se considera o presidente legítimo de seu país.
A audiência marcou a notificação oficial das denúncias feitas pelo governo dos Estados Unidos, que acusam a cúpula venezuelana de utilizar cargos públicos para facilitar o envio de toneladas de cocaína ao território estadunidense. Além de Maduro, a primeira-dama Cilia Flores e o ministro Diosdado Cabello são alvos das investigações. A defesa do líder venezuelano contesta as alegações, apontando a escassez de provas diretas e ressaltando que a Venezuela não é um país produtor da droga mencionada.
Em seu depoimento, Maduro argumentou que a operação liderada pelo governo de Donald Trump tem motivações geopolíticas, visando o controle das vastas reservas de petróleo, gás e ouro da Venezuela. O caso ocorre em um momento de extrema tensão diplomática, após a captura do líder venezuelano em uma operação militar recente. Especialistas acompanham o desdobramento do processo judicial, que coloca em xeque a soberania nacional e as normas do direito internacional no início de 2026.
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