O presidente russo, Vladimir Putin, reforçou a ameaça nuclear às vésperas das eleições na Rússia, afirmando que suas forças nucleares estão prontas para agir a qualquer momento. Em uma entrevista conduzida por Dmitri Kisilov, Putin destacou a constante prontidão das forças russas, declarando que estão à frente dos Estados Unidos em termos de modernização da tríade nuclear. Apesar disso, Putin afirmou que nunca considerou o uso de armas nucleares nos conflitos recentes, mas ressaltou que todas as armas existem para serem usadas, se necessário para proteger a soberania russa.
Após um período de retirada estratégica das forças russas na Ucrânia em 2022, Putin se vê em uma posição vantajosa, enfatizando que as negociações com Kiev devem refletir os interesses de Moscou. Ele expressou o desejo de resolver os conflitos com o Ocidente e a Ucrânia de uma vez por todas, embora os objetivos da invasão russa em 2022 tenham sido nebulosos, com especulações sobre uma possível tentativa de estabelecer um regime clientelista em Kiev, semelhante ao da Bielorrússia.
No entanto, a tensão permanece alta, com a porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros russo, María Zajárova, acusando Kiev de realizar "atividades terroristas" e intensificar os ataques às regiões russas dias antes das eleições. Os ataques, incluindo o uso de drones e escaramuças na fronteira, foram interpretados como uma tentativa de intimidar os eleitores e interferir no processo eleitoral, especialmente nas regiões anexadas pela Rússia. A escalada do conflito ucraniano continua a ser um ponto crítico à medida que a Rússia se prepara para as eleições.
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