A bolsa de valores brasileira consolidou-se na última semana como o mercado acionário de melhor desempenho no mundo, impulsionada por um fluxo maciço de capital estrangeiro. O Ibovespa registrou uma alta expressiva de 9,7% em termos de dólar, alcançando sucessivas máximas históricas. Esse movimento reflete uma rotação global de investidores, que estão retirando recursos de ativos nos Estados Unidos e em mercados desenvolvidos para buscar oportunidades em países emergentes.
Somente nos primeiros 21 dias de janeiro, os investidores internacionais aportaram mais de R$ 12 bilhões na B3, o maior volume mensal desde o fim de 2023. Segundo especialistas, o Brasil destaca-se por oferecer ações com preços descontados e alta liquidez, além de se beneficiar da valorização das commodities. O otimismo é reforçado pelo desempenho do ETF EWZ, o principal fundo de ações brasileiras negociado em Nova York, que caminha para seu maior fluxo mensal em mais de uma década.
A perspectiva de continuidade deste ciclo positivo está atrelada à política monetária nacional. O mercado financeiro aposta que o Banco Central iniciará um processo de redução dos juros (afrouxamento monetário) em março, o que tende a atrair ainda mais investidores para o mercado de renda variável. Apesar das incertezas típicas de anos com eleições municipais, a combinação de juros competitivos e diversificação de risco mantém o Brasil no topo das preferências globais no momento.
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