A eleição presidencial do Peru segue indefinida e marcada por forte disputa pela segunda vaga no segundo turno. Cinco dias após a votação realizada no último domingo (12), a direitista Keiko Fujimori assegurou matematicamente presença na próxima fase com cerca de 17% dos votos válidos. Já a definição de seu adversário permanece em aberto, com diferença mínima entre os candidatos que disputam a segunda colocação.
Na apuração parcial divulgada nesta sexta-feira (17), com mais de 93% das urnas contabilizadas, o esquerdista Roberto Sánchez Palomino aparecia em segundo lugar com aproximadamente 12% dos votos, seguido de perto pelo ultraconservador Rafael López Aliaga, com 11,9%. A margem entre os dois era inferior a três mil votos, mantendo o cenário de incerteza e expectativa no país andino.
A eleição ocorre em meio a uma prolongada crise institucional no Peru, que já teve nove presidentes em apenas dez anos. O vencedor assumirá o comando de um país politicamente fragmentado e com forte tensão entre Executivo e Congresso. O segundo turno está marcado para o dia 7 de junho e deve representar mais um capítulo decisivo da instabilidade política peruana.
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