A superintendência da Suframa iniciou nesta semana o alinhamento de transferência da gestão do Centro de Bionegócios da Amazônia (CBA), para a Organização Social (OS) Fundação Universitas de Estudos Amazônicos (Fuea), que faz parte de um consórcio, que será responsável em administrar o Centro.
Após a assinatura, o contrato de gestão deverá ser alinhado em conjunto com o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviço (MDIC), gerenciado pelo vice-presidente Geraldo Alckmin.
O presidente Lula assinou um decreto que dá autonomia ao CBA, com isso, o centro deixa de ser vinculado à Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa), e passa a ser gerido pela Organização Social (OS), responsável pela gestão da instituição. Além disso, o CBA passa a ter personalidade jurídica própria e poderá captar recursos públicos e privados para pesquisas.
A OS é formada por um consórcio de três instituições: Fundação Universitas de Estudos Amazônicos (Fuea); Universidade do Estado do Amazonas (UEA) e Instituto de Pesquisas Tecnológicas de São Paulo (IPT-SP).
Com exclusividade, o ON Jornal conversou com o futuro presidente do novo CBA e diretor da Fuea, Elias Moraes, que explicou quais serão dos desafios, os primeiros passos da sua gestão e o que o povo amazonense pode esperar de novidades em bioeconomia e tecnologia de ponta para o estado. Confira.
ON Jornal- Quais serão os primeiros passos da sua gestão no novo CBA?
Elias Moraes- Os primeiros passos para o processo será a transição conhecer os seguintes aspectos:
a) inventariar todos os equipamentos e as suas de utilizações e aplicações para cada laboratório;
b) levantamento e analise dos contratos das prestações de serviços para atender e adequar dentro do budget da O.S.
c) conhecer todos os projetos em andamentos atualmente dentro CBA;
d) conhecer as necessidades de reformas de toda estrutura;
e) checar todas as licenças para atuar em sua operação.
ON Jornal- Sobre a estrutura do prédio do novo Centro, quais planos emergenciais serão aplicados?
Elias Moraes- Já temos uma equipe de engenharia para analisar e atuar na reforma do prédio para iniciar as atividades de forma gradativa.
ON Jornal- Após ter personalidade jurídica própria, o Centro poderá captar recursos públicos e privados para pesquisas. Como isso irá acontecer? Já existem empresas interessadas em apoiar o CBA?
Elias Moraes- Após a assinatura do contrato de gestão a O.S estará apta para receber todos os tipos de captações obedecendo os critérios de governanças. Inclusive já iniciamos contatos preliminares com vários investidores e futuros parceiros, lembrando que atualmente já existem várias pesquisas em andamento no CBA que necessitam de aportes para potencializar os pesquisadores que estão desenvolvendo seus projetos.
ON Jornal- O sucesso do modelo de gestão da Fundação Universitas de Estudos Amazônicos FUEA, que é reconhecido nacionalmente, será aplicado também ao CBA?
Elias Moraes- – Nosso modelo atual é para atender o segmento de P&D, com a nossa qualificação de O.S, será ampliado para obedecer e atender os órgãos de controles legais, jurídicos e ambientais, teremos de ampliar todas os selos tipos de utilidades públicas sejam a nível municipal, estadual e federal, bem com gestão integradas, EESG.
ON Jornal- O que o povo amazonense pode esperar da nova gestão e como o CBA irá contribuir para coloca o Estado, a Amazônia e o Brasil na rota mundial de pesquisa, inovação e desenvolvimento?
Elias Moraes- Amazônia ganhará um grande ativo para potencializar nossa região, deixo claro que iremos necessitar da ajuda e envolvimento de todo ecossistema para que em conjunto buscar os vários tipos de desenvolvimentos e criar novas matrizes econômicas com objetivo fim de criar uma grande marca para o Amazonas, para Amazônia e o Brasil.
Copyright © 2021-2026. Onjornal - Todos os direitos reservados.