Até hoje, só conseguimos encontrar três espécimes de fósseis do Coelurosauravus elivensis ou “dragão planador”, como também é conhecido. Esse réptil é da época final do Período Permiano, isso significa que ele viveu e desapareceu entre 260 e 252 milhões de anos atrás.
Ele era acostumado a viver nas florestas e zonas úmidas de Madagascar. Mas o que o torna diferente de vários outros répteis é o patágio, uma espécie de retalho membranoso de pele que se estendia entre seus membros posteriores e inferiores.
Essa característica permitia ao Coelurosauravus elivensis “deslizar” como forma de locomoção. Ou seja, o C. elivensis é o réptil planador mais antigo do mundo.
Os três exemplares fósseis foram encontrados entre os anos de 1906 e 1907, mas apenas em 1926 a espécie foi descrita pela primeira vez. Dessa época até os dias atuais, os cientistas tentavam descobrir como e porque o patágio se desenvolveu.
Recentemente, um grupo de pesquisadores conseguiu analisar esses fósseis de maneira muito mais detalhada, além de uma série de espécimes relacionados ao réptil, todos integrantes da mesma família, na tentativa de sanar a dúvida citada que já perdurava por décadas.
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