A primeira-ministra da Dinamarca, Mette Frederiksen, e o premiê da Groenlândia, Jens-Frederik Nielsen, refutaram categoricamente novas ameaças do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre a anexação do território autônomo. Em entrevista à revista The Atlantic no domingo (4), Trump reafirmou o interesse americano na Groenlândia, gerando reações imediatas de repúdio. O líder groenlandês exigiu o fim das "fantasias sobre anexação", enfatizando que qualquer diálogo deve respeitar o direito internacional.
Frederiksen também se manifestou de forma incisiva, declarando que os EUA "não têm absolutamente nenhum direito" de anexar o território e que as ameaças contra um aliado histórico são inaceitáveis. Ela ressaltou a seriedade das declarações de Trump, que ocorreram logo após a controversa intervenção militar americana que capturou o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro. A postura beligerante de Washington na América do Sul parece ter incentivado a retórica expansionista em relação ao Ártico.
A solidariedade internacional à Dinamarca foi imediata. Na mesma noite, Noruega, Suécia e Finlândia saíram em defesa do vizinho escandinavo, com o primeiro-ministro norueguês, Jonas Gahr Store, utilizando a rede social X para reforçar que a Groenlândia é parte integrante do Reino da Dinamarca. O episódio coloca em alerta a comunidade global sobre as crescentes tensões geopolíticas e o desrespeito às normas internacionais por parte do governo americano no início de 2026.
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