O ministro do Meio Ambiente, Joaquim Leite, voltou a defender, nesta terça-feira (9), o financiamento climático com valores mais altos do que os US$ 100 bilhões ao ano prometidos pelos países ricos às nações em desenvolvimento. A declaração foi feita durante a abertura da programação brasileira do dia na Cúpula do Clima (COP26), diretamente de Glasgow, na Escócia.
“Acho que o desafio global é uma transição responsável na direção da neutralidade de carbono, de forma rápida, mas responsável. O que significa isso? Que nós precisaremos de mais recursos do que os US$ 100 bilhões anuais”, afirmou o ministro em sua primeira agenda presencial no país anfitrião do fórum – na semana passada, ele participou do pavilhão brasileiro montado em Brasília (DF).
Leite mencionou um estudo da Boston Consulting Group (BCG) que estima a necessidade de US$ 5 trilhões por ano, nas próximas três décadas, para bancar projetos de incentivo a uma economia com baixa emissão de gases poluentes. “A solução é econômica. A emergência é financeira”, acrescentou.
No lançamento do Programa Nacional de Crescimento Verde, em outubro, o Governo Federal informou que os bancos federais têm cerca de US$ 50 bilhões para linhas de crédito voltadas a atividades que estimulem a nova economia verde. Além disso, o Brasil deve receber US$ 2,5 bilhões do Novo Banco de Desenvolvimento (NBD).
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