Cinquenta dos 303 alunos sequestrados da Escola St. Mary’s, na comunidade de Papiri, no estado de Níger, conseguiram escapar do cativeiro entre sexta (21) e sábado (22), segundo a direção da instituição. As crianças e adolescentes, com idades entre 10 e 18 anos, retornaram individualmente para suas famílias, trazendo alívio parcial após um dos maiores sequestros escolares já registrados na Nigéria. Outros 253 estudantes e 12 professores, porém, continuam reféns de homens armados que atacaram a escola na sexta-feira.
O sequestro ocorreu em uma região marcada pela atuação de gangues armadas que se escondem em vastas áreas de floresta e utilizam o rapto em massa como forma de obter resgates. Nenhum grupo reivindicou responsabilidade pelo ataque, e as autoridades nigerianas ainda não informaram onde as vítimas estão sendo mantidas. A situação mobilizou a comunidade internacional: o Papa Leão XIV expressou profunda tristeza durante missa no Vaticano e pediu a libertação imediata dos alunos e funcionários, exortando o governo a agir com urgência para garantir o retorno seguro dos reféns.
Os sequestros voltaram a expor a crise de segurança que afeta o norte da Nigéria, onde mais de 1.500 estudantes foram raptados desde o caso das meninas de Chibok, há uma década. O estado de Níger decidiu fechar todas as escolas após o ataque, enquanto colégios federais em áreas de risco também suspenderam as atividades. Especialistas alertam que a impunidade e a falta de presença governamental em regiões remotas alimentam a escalada de violência, tornando instituições de ensino alvos estratégicos para grupos criminosos.
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