segunda, 27 de julho de 2026
27/07/2026   12:40h - Economia

"13 trilhões por cento": Milei usa inflação acumulada para defender mudanças no Banco Central argentino

O presidente da Argentina, Javier Milei, defendeu uma reforma no Banco Central da República Argentina (BCRA) e colocou em debate até a possibilidade de extinção da instituição. Em artigo publicado ontem (26), no jornal Clarín, o chefe do Executivo argentino citou a inflação acumulada desde a criação do Banco Central, em 1935, como argumento para criticar a atuação da autoridade monetária.

Segundo Milei, a inflação acumulada no país desde a criação do BCRA chega a 12.819.532.788.614.400.000%, cerca de 13 trilhões por cento. Para o presidente argentino, a instituição não teria cumprido o objetivo de preservar o valor da moeda e teria sido utilizada, ao longo da história, como instrumento de financiamento do Estado e de interesses políticos.

Na proposta apresentada, Milei defende mudanças na estrutura do Banco Central, com um mandato mais restrito, maior autonomia e a proibição do financiamento do governo por meio da emissão de moeda. O presidente afirmou que a medida busca evitar novos ciclos de inflação e reduzir os impactos da desvalorização do peso argentino sobre a economia do país.

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