Visto como prioridade pelo Congresso, Sistema Único de Segurança vira lei

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Foi reconhecida na última segunda-feira (11), em cerimônia feita no Palácio do Planalto a lei que cria o Sistema Único de Segurança Pública (Susp). O sistema foi aceito pelo Senado em maio deste ano, depois de um esforço conjunto de senadores e deputados para votação do projeto (PLC 19/2018). O intuito é fazer a integração dos órgãos de segurança pública, como as Polícias Federal, Rodoviária Federal e estaduais, as secretarias de segurança e as guardas municipais, para que venham a atuar de forma harmônica.

Este ano, a segurança pública tem sido uma das prioridades no Congresso. No início da abertura do ano legislativo, em fevereiro, Eunício Oliveira, presidente do Senado, defendeu a criação de um sistema conjunto de segurança pública e denominou a situação de insegurança em todo o país como uma “nuvem cinza que turva os horizontes do Brasil”. De acordo com ele, a situação chegou ao ponto de existir poucas famílias capazes de dizer que não conhecem alguém que foi vítima de violência.

Quando o projeto foi concretizado no Plenário do Senado, em maio, Eunício ressaltou a matéria como a mais importante ligada à segurança pública que já havia constatada pela Casa.

“É uma valiosa contribuição que todos os brasileiros esperam do Congresso Nacional para o combate efetivo da violência pela inteligência — registrou Eunício naquele momento.”

O presidente da República, Michel Temer, confirmou que o “drama da violência” é integrante do cotidiano dos brasileiros.

“Nós somos todos vítimas de uma criminalidade cada vez mais sofisticada, que exige um combate sofisticado, articulado e coeso — reforçou Temer, dizendo esperar que a sigla Susp seja incorporada ao vocabulário dos brasileiros, como já ocorre com o SUS na saúde.”