Vacinação de atletas divide os participantes dos Jogos de Tóquio

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A vacinação de atletas contra a covid-19 virou um entrave para os organizadores do Jogos Olímpicos de Tóquio-2020, adiados em um ano por causa da pandemia do novo coronavírus. Nesta quarta-feira, inclusive, a Comissão Executiva do Comitê Olímpico Internacional (COI) fará uma reunião para discutir o tema. O atual cenário prevê duas categorias de atletas: os vacinados, que terão liberdade para circular pelo evento, e quem não estiver imunizado, que precisará ficar confinado antes de competir. 

No caso da delegação brasileira, o Comitê Olímpico do Brasil (COB) já declarou que não pretende “furar a fila da vacina”. O plano do órgão, inclusive, é que os atletas do País cumpram um período de 12 dias de quarentena logo após o desembarque no Japão.

Muitos países já começaram a vacinar contra o novo coronavírus, mas o ritmo é variado. Por isso, a vacinação de atletas abriu um debate sobre saúde pública, já que se os competidores forem priorizados eles poderão passar à frente de outras pessoas dos grupos de risco. “Está fora de cogitação que os atletas tenham prioridade sobre outras categorias da população, mas até os Jogos se pode pensar que eles serão vacinados sem que isso penalize outras pessoas”, disse o dirigente francês.