“Carapanã encheu, estourou” é o novo curta de animação produzido por discentes de Artes da Ufam

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Usar a animação como estratégia metodológica para o ensino de Artes. Essa é a proposta do grupo do Programa de Iniciação à Docência do curso de Artes Visuais da Universidade Federal do Amazonas (PIBID/Ufam), em atividade desde 2014. O curta “Carapanã encheu, estourou”, um dos resultados mais recentes desse trabalho, é uma releitura da obra de Winsor McCay “How a mosquito operates” (Como trabalha um mosquito, em tradução livre), criada em 1912.

A equipe do subprojeto Artes Visuais do PIBID, formada por Lucas Silva, Susã Alves, Sarah Santos, Sidneia Alves, Shayane Chaves, Icla Labareda e Felícia Gomes, realizou as etapas de pré-produção e produção do curta no Laboratório de Artes Visuais da Faculdade de Artes (Faartes). “Utilizamos muitos elementos de Artes Visuais, Dança, Música e Teatro, que podem ser usadas pelos professores no ambiente escolar para criar uma empatia natural propícia ao ensino das Artes”, afirma o idealizador do projeto, professor Francisco Filho.

Conforme explica o roteirista e coordenador da equipe, a criação de um curta de animação exige planejamento. A pré-produção ocorreu entre outubro e dezembro de 2017, e ela compreendeu a elaboração do roteiro, o desenho do Storyboard (espécie de história em quadrinhos que traz a sequência prévia do filme) e o Animatic (recurso usado para animar o Storyboard, possibilitando que se verifique, por exemplo, o tempo de cada cena).

Conforme esclarece o professor, o primeiro passo foi o treinamento dos bolsistas, ensinando conceitos históricos e técnicas. “A ideia foi trazer uma das mais antigas histórias de animação, o filme americano de McCay, de 1912, e trabalhar elementos amazônicos. O nome ‘carapanã’, o tipo de habitação, a canoa, a rede, o mosqueteiro, o caboclo… todos esses detalhes regionais conferiram um conceito amazônico ao filme”, elenca o diretor do curta.