Sesc inicia pesquisa para avaliar impactos dos incêndios na Pantanal

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Os incêndios florestais no Pantanal já consumiram mais de 4 milhões de hectares em 2020, cerca de 98 mil deles na Reserva Particular do Patrimônio Natural Sesc Pantanal (RPPN Sesc Pantanal), de propriedade do Serviço Social do Comércio (Sesc), localizada no município de Barão de Melgaço, em Mato Grosso. Maior RPPN do País, a reserva de 108 mil hectares deu início à pesquisa que vai avaliar os impactos dos incêndios na fauna pantaneira. Com duração de 12 meses, esta primeira etapa do estudo vai direcionar a melhor maneira de executar o manejo adaptativo e regenerativo da área, após o pior incêndio da história da região nos últimos anos.

Realizado por meio do Grupo de Estudos de Vida Silvestre (GEVS), composto por pesquisadores da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), Fiocruz, Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) e Museu Nacional do Rio de Janeiro, o estudo utiliza o aplicativo SISS-Geo da Fiocruz para realizar o levantamento dos animais vivos e mortos na RPPN. Por meio do Sistema de Informação em Saúde Silvestre (SISS Geo), é possível registrar, on-line ou offline, informações sobre animais, sua localização, características do ambiente e também tirar fotos.

Mesmo com o histórico de pesquisas, ainda é cedo, e complexo, para falar sobre regeneração do bioma, afirma a gerente de Pesquisa e Meio Ambiente do Sesc Pantanal, a bióloga Cristina Cuiabália.