Seleção brasileira feminina disputará torneio em fevereiro contra os EUA, Japão e Canadá

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A suspensão da judoca Rafaela Silva, campeã olímpica e mundial, por doping a tirou dos Jogos de Tóquio, mas abriu caminho para outras atletas na categoria até 57 kg. E agora duas atletas vão correr atrás dos pontos necessários para subir no ranking e tentar carimbar a vaga olímpica. As mais cotadas são Jéssica Pereira e Ketelyn Nascimento, e é nelas que a Confederação Brasileira de Judô (CBJ) apostará suas fichas nos próximos eventos. “Não vamos poupar nenhum recurso nisso, inclusive levando elas para competições menores para ganharem confiança e competitividade”, revela Ney Wilson, diretor de alta performance da CBJ. 

Jéssica tem 26 anos e disputava a categoria abaixo, até 52 kg. Então ainda está se adaptando ao novo peso, mas já mostrou sua força ao derrotar a portuguesa Telma Monteiro, medalhista de bronze nos Jogos do Rio. Ketelyn, por sua vez, é mais nova (22 anos), mas vem de bons resultados nas equipes de base. Já chegou, inclusive, a ganhar de Rafaela em duas oportunidades, no Troféu Brasil e no Grand Slam de Brasília. Ambas terão boas oportunidades de subir no ranking, pois a Federação Internacional de Judô confirmou mais três eventos de Grand Slam no calendário internacional.

“Elas terão boas chances de subir no ranking, pois haverá o Mundial em Budapeste, o Pan em Córdoba e os Grand Slams de Tel Aviv, Paris, Tbilisi, Antalya e Tashkent. Se somar os pontos desses eventos, pode-se conseguir até 7.700 pontos”, explica Ney Wilson, lembrando que as duas praticamente não têm pontos a descartar, então tudo que vier é lucro.