Segundo Flordelis, o marido estava ciente que existia um plano para matá-lo

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A deputada federal e pastora evangélica Flordelis dos Santos (PSD), reafirmou, nesta sexta-feira (22) que toda a família sabia do plano arquitetado para matar seu marido, o pastor Anderson do Carmo, assassinado no dia 16 de junho de 2019 em Niterói, na Região Metropolitana do Rio. A Justiça do Rio realiza nova audiência no processo que investiga a morte do líder religioso.

A parlamentar chegou às 9h15 no Fórum de Niterói, acompanhada dos advogados, e seguiu para a 3ª Vara Criminal. Ao ser questionada pela imprensa, Flordelis disse que o próprio marido estava ciente que existia um plano para sua morte, mas não respondeu porque ele não decidiu buscar proteção.

A juíza Nearis dos Santos Arce segue ouvindo testemunhas de defesa e acusação. A primeira a depor será a filha afetiva de Flordelis, Marzy Teixeira da Silva, que está presa pelo crime.

Ao todo, onze pessoas foram indiciadas no caso. A deputada é apontada como mentora da morte do pastor e só não foi presa por ter imunidade parlamentar. Dois filhos do casal foram presos no início das investigações. Flávio dos Santos, filho biológico da parlamentar, é acusado de matar o padrasto. Lucas Cézar, filho adotivo, foi quem negociou a compra da arma do crime. Nas segunda fase das investigações a Polícia Civil e o Ministério Público prenderam mais cinco filhos da deputada, uma neta, um ex-policial militar que já estava preso no Complexo de Gericinó e a esposa dele.

Na terceira fase quatro pessoas são investigadas.