Secretários de Educação pedem mais tempo para analisar base comum para o ensino médio

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Reunidos na capital cearense, secretários de diversos estados discutiram a proposta do Ministério da Educação (MEC) para a Base Nacional Comum Curricular (BNCC) do ensino médio. Os secretários alegaram que não tiveram tempo para conversar com os técnicos dos estados que participaram de reuniões sobre a BNCC na última semana e pediram mais tempo para tentar consolidar uma posição única.

“Eu não estou com uma visão completa da base para que se possa chancelar o que está apresentado. Peço essa reflexão para que possamos tomar uma decisão com bastante pé no chão, porque as consequências podem ser não esperadas”, disse o secretário do Distrito Federal, Julio Gregório Filho.

O presidente do Consed, Idilvan Alencar, também pediu que não se acelere a discussão sobre a base curricular. “Temos que ter responsabilidade. Se a discussão não for bem feita, não respeitar as etapas, quem implanta a base é professor na sala de aula. Eu não aposto em nenhum projeto se os professores não tiverem adesão.”

A expectativa do MEC é encaminhar a proposta da base para o ensino médio ao Conselho Nacional de Educação (CNE) até o fim o mês, quando também será lançada uma plataforma de consulta pública para colher sugestões para o documento. A expectativa é que esse currículo esteja pronto para ser aplicado no ano que vem.

O secretário de Educação Básica do MEC, Rossieli Soares, disse que o posicionamento do Consed está de acordo com as expectativas do ministério. Segundo Rossieli, é importante que seja única a opinião do conselho sobre a BNCC. “A percepção dos secretários é sempre muito importante para dar um norte de condução da discussão por parte do ministério e até do próprio CNE, que quando receber vai conduzir a discussão”, acrescentou Rossieli.