PSOL faz nova denúncia contra desembargador que atacou Marielle Franco nas redes sociais

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Depois de afirma que a vereadora Marielle Franco (PSOL-RJ) assassinada na semana passada tinha “relações com bandidos”, a desembargadora Marília Castro Neves envolveu-se em nova polêmica nos últimos dias quando descobriram uma comentário de 2015 em redes sociais no qual ela sugere que o deputado federal do mesmo partido, JeanWyllys (RJ) fosse fuzilado. Ontem, Marília Castro Neves fez uma “mea culpa” publicamente dizendo que agiu precipitadamente.

Ainda assim, o PSOL do Rio de Janeiro apresentará nova denúncia contra a desembargadora Marília Castro Neves. O partido já havia entrado com reclamação junto ao Conselho Nacional de Justiça (CNJ) para que responsabilizasse a desembargadora por fazer comentários caluniosos sobre Marielle. Em resposta à colunista Mônica Bergamo da revista Veja, a desembargadora afirmou que não conhecia Marielle até ter tomando conhecimento do crime que mobilizou protestos pelo País e pelo mundo, assim como uma enxurrada de matérias falsas associando a vítima ao crime organizado do Rio de Janeiro.

Leia a nota do PSOL:

“A Executiva Estadual do PSOL do Rio de Janeiro vem a público anunciar que apresentará uma nova denúncia contra a desembargadora Marília Castro Neves, por incitação ao crime de homicídio.

Esta desembargadora, a mesma que publicou calúnias criminosas contra a vereadora do PSOL Marielle Franco, assassinada a sangue frio na última quarta-feira, também pediu um “paredão” para matar o deputado federal Jean Wyllys.

“Eu, particularmente, sou a favor de um paredão profilático para determinados entes… O Jean Willis (sic), por exemplo, embora não valha a bala que o mate e o pano que limpe a lambança, não escaparia do paredão…”, escreveu Castro Neves na rede social em 29 de dezembro de 2015.

A mensagem criminosa foi descoberta recentemente com motivo nas últimas declarações da desembargadora, quem publicou mentiras contra nossa companheira Marielle Franco, a quem acusou de envolvimento com o Comando Vermelho e de ter sido casada com um traficante, entre outras calúnias.

Se a difamação contra Marielle já seria motivo suficiente para exigir o imediato afastamento do cargo desta funcionária pública, a comissão do crime de incitação ao homicídio é um fato ainda mais grave.

O PSOL não vai cessar em suas denúncias até que a desembargadora seja responsabilizada por seus crimes. Castro Neves não pode permanecer um minuto mais como desembargadora!”. A nota é assinada pela Executiva Estadual do Rio de Janeiro.