Programas habitacionais do governo podem ter acessibilidade obrigatória

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Nesta quarta-feira, 20, às 14h, a Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa (CDH) fará uma reunião com 24 itens na pauta, para discutir entre eles, o projeto que determina a adoção de princípios do desenho universal (diretrizes para acessibilidade a pessoas com deficiência) em programas habitacionais públicos ou subsidiados com recursos do governo (PLS 279/2016).

A proposta é do senador Romário (Pode-RJ), e altera a Lei de Inclusão da Pessoa com Deficiência (Lei 13.146/2015).

Segundo a Lei de Acessibilidade (Lei 10.098/2000), desenho universal é definido como “a concepção de espaços, artefatos e produtos que visam atender simultaneamente todas as pessoas, com diferentes características antropométricas e sensoriais, de forma autônoma, segura e confortável, constituindo-se nos elementos ou soluções que compõem a acessibilidade”.

Romário, autor da proposta argumenta que os princípios do desenho universal já são previstos na legislação brasileira, como na própria Lei de Acessibilidade e que são irrisórios os custos para adoção desses princípios, tanto nos projetos quanto nas próprias construções. “Maior é o custo de reformar e adaptar algo já pronto, o que sempre deverá ser feito, pois a acessibilidade já é legalmente exigida. E maior é o custo social da exclusão, constitucionalmente inadmissível e moralmente inaceitável”, justificou o deputado.

Para o senador Hélio José (Pros-DF), relator na CDH, que é a favor da proposta, “trata-se de ideia normativa já presente em nosso ordenamento jurídico, de caráter humanista e, possivelmente, de grandes consequências históricas, visto que promove a integração de pessoas aos diversos processos sociais em curso”.

Depois de ser analisada pela CDH, a proposta seguirá para votação em caráter terminativo na Comissão de Serviços de Infraestrutura (CI).