Pressão levemente alta aos 50 anos aumenta risco de demência

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Ter 50 anos e uma pressão arterial levemente alta, mas dentro dos limites habitualmente utilizados, pode aumentar o risco de demência em períodos posteriores da vida, independentemente se a pessoa sofre de problemas cardiovasculares.

Um estudo publicado pela revista “European Heart Journal” demonstrou o resultado de uma pesquisa de longa duração chamada Whitehall Studie II, que investiga os determinantes sociais da saúde, especialmente a prevalência de doenças cardiovasculares e as taxas de mortalidade, entre funcionários britânicos.

O estudo conclui que, aos 50 anos, ter uma pressão sistólica – a comumente denominada “alta” – de 130, ou seja, abaixo do nível de 140 – usado para definir hipertensão -, “está associado a um aumento do risco de demência; para essas pessoas esse excesso de risco é independente de ter doenças cardiovasculares”.

A doutora Jessica Abell, primeira signatária do estudo realizado por especialistas britânicos e franceses, afirmou que “é importante enfatizar que se trata de uma pesquisa de observação em nível da população, por isso estas descobertas não se traduzem diretamente em implicações para pacientes individuais”.

Além disso, “há uma discussão considerável sobre o nível ideal para o diagnóstico da hipertensão“, afirmou em comunicado a pesquisadora do Instituto Nacional de Saúde

e Pesquisa Médica de Paris (Inserm) e investigadora associada na University College de Londres.

Texto: Italo Ramos